segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Livro:"CAPITAL- São Paulo e seu patrimônio arquitetônico”


Coordenação Editorial:
Antonio Carlos Abdalla;

Fotos:
Juan Esteves;

Pesquisa histórica e legendas:
Denise Lorch;

Livro 2010


Abadia Beneditina de Nossa Senhora da Assunção
(Mosteiro de São Bento)

"O conjunto beneditino está no local da antiga taba do cacique Tibiriçá. A fundação do Mosteiro de São Bento data de 1598. O terreno era o mais bem localizado, depois do local do Colégio dos Jesuítas, pois estava no alto de um morro, entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. A capela original foi dedicada a São Bento e, depois, em 1620, a Nossa Senhora de Montserrat. Depois de 100 anos a igreja passou a se chamar Nossa Senhora da Assunção. Em 1998 a Abadia e seus prédios completaram 400 anos de ocupação ininterrupta no mesmo local. Vale lembrar que conjunto jesuíta do Pátio do Colégio passou por várias transformações e entre 1765 e 1932 abrigou o Palácio do Governo. O mosteiro teve como fundador um certo Simão Luís, nascido em São Vicente. Mudou-se para o Planalto depois de ter sua família vitimada pelos índios antropofágicos do litoral. Entrou para a História como Frei Mauro Teixeira. Discípulo do Pe. Anchieta, Simão conheceu o cacique Tibiriçá e, anos depois, construiu a capela original que foi conservada, durante algum tempo, sob seus cuidados. As imagens de São Bento e Santa Escolástica, do Frei Agostinho de Jesus, datam desta época. Em 1900 Dom Miguel Kruse assume como abade do mosteiro e, com atividade ímpar, inicia um novo período na história de São Paulo. Primeiro dotou o mosteiro de um bom colégio secundário. Surge assim, em 1903, o Colégio de São Bento. Logo após, em 1908, funda uma Faculdade de Filosofia, a primeira do Brasil. É também de iniciativa daquele abade a construção de uma nova igreja e um novo mosteiro. Em 1910 tem início a nova construção, com projeto do arquiteto Richard Berndl, alemão de Munique. Em 1914 estava finalizado o conjunto beneditino que conhecemos hoje, dos mais significativos marcos da cidade. O prédio foi construído segundo os postulados da escola alemã de Beuron, interessante movimento de integração entre arquitetura, pintura e artes decorativas. Os restos mortais do bandeirante Fernão Dias Paes estão enterrados na igreja".

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Organização de acervo fotográfico pessoal de Ruth Rocha

Organização, Recuperação e Conservação de acervos de fotografia, textos (artigos, cartas, mailling) ou objetos.


Aniversário de Casamento de Esther e Álvaro Machado
Em pé: Eliana, Alexandre, Ruth, Álvaro; Sentados: Rilda, Esther e Álvaro
Ano:1988


Em pé Eliana; Sentados: Ruth, Alexandre, Álvaro, Rilda. Ano:1946

terça-feira, 31 de agosto de 2010





Entrevista concedida a Luciana Peres, uma das alunas do curso de Relações Públicas da Universidade Metodista de São Paulo, sobre o tema "Memória Empresarial". Esta entrevista foi publicada na revista "RPCOM" - Revista mensal voltada para a área de comunicação, distribuida dentro da Universidade Metodista e entre docentes das faculdade que possuem o curso de Relações Públicas.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Revista Bovespa Entrevista

Quem visita a Bovespa e procura os caixas eletrônicos do subsolo tem duas surpresas. A primeira é ver o majestoso cofre da instituição – cujas portas têm mais de meio metro de espessura, 2,55 m de altura e 1,60 m de largura, três segredos e uma grade espessa – que é o sucessor dos cofres antigos que ficavam na Praça Antônio Prado e nas Ruas 3 de Dezembro e Álvares Penteado.
A segunda surpresa é dar de frente com a museóloga Denise Lorch trabalhando dentro do cofre, que fica aberto nas horas de expediente. “As pessoas inevitavelmente perguntam se a porta vai bater e o que faz uma mulher ali dentro.” Denise já se acostumou às ironias. Alguns imaginam que ela trabalha num local pequeno e abafado. Não sabem que o cofre tem espaços generosos onde apenas telefones celulares não funcionam, pois é blindados.
De tão grande, o cofre foi dividido em três partes, uma para os clientes da Bolsa, outra para a CBLC e a terceira para o Centro de Memória Bovespa. As antiguidades do Centro de Memória da Bovespa estão guardadas no cofre blindado onde celulares não funcionam O Centro de Memória ocupa 30 m2 e é reservado à guarda de antiguidades. São riquezas incontáveis.Cada objeto guarda mais do que uma única história. O acervo tem 22 mil peças.Há 18 mil fotografias, 450 vídeos, 53 depoimentos de funcionários, corretores e diretores, 300 caixas com documentos importantes e 270 peças variadas. Lá estão a coleção de baixelas doadas por instituições congêneres de todo o mundo, telefones antigos, uma cadeira de corretor e peças de artes plásticas, como telas, esculturas e aquarelas adquiridas pela Bolsa em 113 anos de vida.
Nos 60 m2 restantes, o cofre presta o serviço original – o de guarda e custódia de títulos. Suas duas portas permanecem lacradas, salvo para consulta, retirada ou guarda de documentos – e os segredos estão intactos.
Uma parte é alugada a clientes da Bovespa que nela guardam suas relíquias. A outra parte é mantida pela CBLC e sua história confunde-se com a de prestação de serviços de custódia, iniciada em 1974. “Antes disso, a quantidade de papéis não era considerável”, conta Oscar Suher, na Bolsa há 32 anos.
Foi nos anos 80 que a custódia se expandiu. Além das 800 mil obrigações da Eletrobrás guardadas em nome da Caixa Econômica Federal (CEF), houve um enorme crescimento dos serviços com a chegada da custódia fungível de títulos ao portador. “Houve um aumento astronômico na quantidade de títulos”, diz Suher. “Em 1985, por exemplo, o volume chegou a 2 milhões, grande parte dos quais emitida pela Petrobrás e pelo Banco do Brasil.” O cofre funcionava, na época, em três turnos, durante 24 horas, de segunda a sexta-feira.
A partir de 1990, iniciou-se uma nova fase, com a custódia fungível de ações nominativas, pois a legislação proibiu a existência de títulos ao portador. Os velhos cofres começaram a ser esvaziados e há dez anos a guarda de títulos passou a ser feita apenas no prédio da Rua 15 de Novembro. Suher gosta mais do cofre de hoje: “Nenhum dos cofres foi tão imponente e bonito como o atual. Sua aparência atrai e desperta o interesse de todos”. O cofre não guarda mais títulos, com exceção daqueles que pertencem a clientes e que não são cotados em bolsa.

Retirado do site:
http://www.bmfbovespa.com.br/InstSites/RevistaBovespa/88/HistoriaBolsa.shtml
Histórias de Bolsa /O cofre das relíquias